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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Há um ano atrás...

Há precisamente um ano atrás vivia um dos dias mais felizes da minha vida. O mais feliz até àquela data. Podem ler aqui
Quando penso nesse dia, vejo-o claramente na minha mente. Como se fosse um filme. Cada momento, cada som, tudo. É incrível como conseguimos guardar memórias tão vividamente. 
Como em tudo o resto, quando penso nesse dia, sinto um misto de emoções. Sinto-me tremendamente feliz porque foi a primeira vez que vi e ouvi os meus filhos. A primeira vez em que me senti verdadeiramente mãe. Abençoada. Especial. Mas sinto-me tremendamente triste. Porque ouvi dois corações. O som mais bonito que algum dia ouvirei. Dois corações. Uns meses depois um deixou de bater. Aquele que foi o som mais mágico que ouvi virou silêncio. E isso é a maior dor que se pode ter. Que se pode trazer no peito.
A história do G. é uma história feliz. De luta. De vitória. A história do P. é uma história triste. Ambas as histórias tiveram o mesmo tempo, o mesmo espaço. Como se lida com isso? 
Apesar de tudo, nada apaga o que senti naquele dia. O dia em que estive mais perto da magia. 

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Talvez um dia....

Talvez, um dia, decida escrever sobre tudo o que tenho vivido. Talvez. Talvez, um dia, não doa tanto pensar sobre isso e consiga partilhar com vocês. Não para terem pena mas para terem conhecimento. Antes de tudo isto, não pensei que seria possível viver algo assim. Não sou a única (infelizmente). Portanto, talvez, um dia, consiga falar com quem está desse lado. Talvez, quando um novo capítulo se começar a escrever. Não se rasgam páginas do livro da nossa vida. É impossível. Mas escrevem-se novos capítulos. Encerram-se os anteriores e guardam-se todas as memórias, recordações e sentimentos num baú do sótão do nosso coração. Há histórias que têm de ser escritas. Pelo simples facto de terem que permanecer na eternidade. Muito para além da nossa existência. Talvez, um dia, escreva sobre tudo isso. 
Hoje quero, apenas, agradecer a todos aqueles que nas curvas da vida, se agarraram bem e ficaram aqui. Comigo. Pacientemente à espera. Não pedi que ficassem mas mesmo assim ficaram. Demonstrando o seu valor como pessoas. Obrigada. Obrigada do fundo do coração.