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sexta-feira, 24 de abril de 2015

Parece que já foi há uma vida!

Estava eu à procura de uma foto no disco externo quando me deparo com as últimas fotos da gravidez. Mais especificamente, as fotos que tirei antes de ir para a Maternidade (sem o saber, claro!).


Primeiro fiquei "colada" a olhar as fotos, depois acordei e pensei:

1. Parece que já foi há uma vida. Foi há quase 11 meses mas a sensação que tenho é que foi há muito mais. Tenho imensas saudades de estar grávida. Mesmo com a gravidez que tive, houve momentos tão bons (e quem é mãe sabe certamente do que falo). Aqueles momentos só "nossos". Ai...

2. Eu estava redonda. Engordei 17kg e notava-se. Notava-se sobretudo uma barriga gigante. Esta camisola disfarçava a barriga que tinha, imaginam? Eu sentia que podia rebolar. E adoro ver o famoso nariz de grávida em fim de tempo que toda a gente fala mas que curiosamente na altura não me parecia nada. 

3. Como estaria se tivesse ido até ao fim do tempo? O G. nasceu com 37 semanas. Se calhar só podia sair de casa com grua ou algo do género. 

4. Qual seria a minha expressão facial se soubesse que dali a umas horas estaria a dar entrada na Maternidade com dores horríveis? E que estava a pouco mais de um dia de conhecer o meu maior tesouro?

Enfim. Tenho saudades. Foi uma fase incrível. Muito difícil mas muito bonita também. Fico sempre a pensar como será absolutamente MARAVILHOSO viver uma gravidez sem sobressaltos, desilusões ou amarguras. Apenas o lado bom da coisa (e não estou a falar das maleitas, mal-estar, kilos a mais, etc.).
Se houver grávidas ou treinantes desse lado, aproveitem. Aproveitem muito cada dia da gravidez porque é uma fase única na vida de uma mulher.

Ai...(novo suspiro)

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

DG | Anjo Eterno

"Deus, ao olhar para a terra, viu muitas mulheres que desejavam receber um anjo na sua vida e compadeceu-se delas. Enviou, então, vários anjinhos do céu e disse-lhes:
- Ide e alegrai estas mulheres na terra, por algum tempo. Ao terminar esse tempo, voltem para o paraíso.
Os anjos obedeceram com presteza e carinho à voz de Deus. Empenharam-se nessa missão tão nobre e linda. Entretanto, um desses anjos apaixonou-se por uma das mulheres ao dedicar-se a essa tarefa. Descuidou-se e entregou-se de corpo e alma para aquela a quem deveria levar alegria e deu a essa mulher muito mais que alegria...deu Amor de forma intensa e encantadora, tornando-a a mulher mais feliz entre os mortais. Porém, o prazo terminou e todos os anjinhos retornaram ao paraíso. Aquele anjinho apresentou-se em lágrimas a Deus e perguntou-lhe:
- Porque o Senhor me trouxe de volta se com isso iria fazer sofrer aquela mãezinha que tanto amava?
Eis que Deus lhe respondeu:
- Ela sofrerá com lágrimas nos olhos e no coração a sua perda mas com certeza terá aprendido para sempre a Força do Amor, da Humildade, da Compaixão, do Amor ao próximo e saberá que Eu levei o seu anjo pois ele já tinha cumprido a sua missão na terra. Ela encontrará de novo a alegria de viver quando outro anjo habitar o seu ventre. Consola-te anjinho mesmo não estando junto desta mãe pois o teus amor viverá nela para sempre, mesmo quando estiver a amar outros filhos que virão pois tu ensinaste-lhe o amor eterno! 
E essa era a tua missão: Fazer dela uma mulher especial escolhida entre muitas mulheres para ser Mãe de um Anjo."

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

As minhas unhas

Desde que engravidei que pintei duas ou três vezes as unhas. Não há um consenso quanto à utilização deste tipo de produto e por isso não me sinto segura e tranquila para pintar as unhas regularmente. Aliás, nos vernizes da Risqué diz mesmo proibido a grávidas. 
No primeiro trimestre não pintei, só o fiz quando entrei no segundo. O primeiro é uma fase crítica em que tudo pode acontecer e todos os cuidados são poucos. 
Como não pinto regularmente, também não tenho grande paciência para estar a ajeitá-las. As unhas crescem imenso e  estão mais fortes que nunca. Talvez devido aos suplementos que estou a tomar. Era bom que ficassem sempre assim! Não partem, não lascam e estão brilhantes. Aceito!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

DG | O primeiro trimestre

Numa gravidez passa-se por várias fases, é certo. E por muito que pensemos que já ouvimos, vimos e lemos tudo, a prática é bem diferente da teoria. Antes de engravidar  comprei uma revista da especialidade para me "preparar". Não li nem metade porque achei que tinha tempo e não queria ocupar a minha vida (entenda-se cabeça) com o mesmo assunto. Ora, de "repente" estava grávida e aí comecei a aprender com o grande workshop que é a vida. 
Depois do impacto inicial que vos falei aqui, nessa mesma noite apanhei um susto enorme. Acordei, a meio da noite, com uma dor tão forte (mesmo!) no fundo da barriga que me levantei para ir ao quarto de banho, simplesmente porque estar deitada era muito mau e o fresco da noite podia fazer-me bem. Pensei eu. Porque um ou dois minutos depois ter chegado ao quarto de banho, desmaiei. Valeu-me o homem cá de casa, que nesse momento foi um herói e teve o sangue frio de me seguir e apoiar mesmo antes de eu cair. Nunca tinha desmaiado e diga-se que não é nada agradável. Passei o sábado com estes surtos de dor e no domingo quando a dor parecia estar a aliviar, fiquei com uma grande gripe. 
Isto, porque, quando se engravida o sistema imunitário baixa para que o nosso organismo não reconheça o feto como um ser estranho e consequentemente o ataque. As dores que senti, percebi mais tarde que seriam a chamada nidação. A nidação pode ter ou não sintomas e entre eles estão precisamente a dor e algum sangramento (este não aconteceu).
Depois desse fim de semana doente, tive uma luta desigual com a gripe (ela ataca de várias formas e nós atacamos com parecetamol e mezinhas caseiras). O resto do primeiro trimestre ficou marcada pelo cansaço, a barriga a crescer precocemente, os enjoos (muitos!) e começar a ver as pequenas alterações no corpo.
As hormonas começaram a revelar-se e se num minuto estava tudo bem, no outro estava eu fula da vida e no seguinte a chorar. Ossos do ofício, é verdade. Desde muito cedo que comecei a ter problemas em dormir e isso tem-me afectado muito. Sinto-me cansada e com sono mas não durmo mais que uma ou duas horas seguidas e por noite reduzi as horas de sono. 
Entre o segundo e terceiro mês, estava tão mal dos enjoos que só não vomitava porque a medicação não o deixava. Enjooei comida, cheiros de tudo e mais alguma coisa e de todos os cosméticos. E eu a precisar de colocar bi-diariamente um bom creme hidratante. Valeram-me as amostras de cremes pois usava uma, enjoava e a seguir já usava outra. Por vezes, apenas o pensamento me trazia vómitos, bastava pensar em alguma comida e já era um problema. Para além de tudo isto, houvesse dias em que fui atacada por uma fome desgraçada que só passava depois de comer como se não houvesse amanhã. Embora havia dias que, mesmo comendo pouco, parecia estar sempre cheia. 
Se tivesse que avaliar o primeiro trimestre, diria que não foi fácil. Estava minimamente preparada para a mudança mas nunca pensei que fosse tão cedo. 
Claro está que, para além de tudo isto, acresce o facto de o primeiro trimestre ficar marcado pelo receio de que surja algum problema e vivemos um pouco em suspenso até ouvirmos algum médico dizer-nos "está tudo bem". E somos assoladas por todas as dúvidas e mais algumas, de tal forma que sempre que vou ao médico levo uma lista escrita de todas as questões a colocar! O fim do primeiro trimestre coincidiu por volta do Natal, o que me fez sentir abençoada por tudo, principalmente pelo maravilhoso presente que recebi. Apesar de todos os desconfortos, até ali tudo estava bem e isso é o que mais importa e liberta o nosso coração.

sábado, 25 de janeiro de 2014

DG | A barriga

A minha barriga começou a crescer cedo. Rapidamente larguei tudo o que era calça de ganga, botões e fechos. Ficava desconfortável com quase toda a roupa e fui obrigada a ter que comprar alguma que me deixasse melhor. Há semanas em que a barriga dá um pulo e nota-se bem a diferença. Há quem diga que só se começa a notar no fim do primeiro trimestre mas a minha foi bem antes, talvez devido ao facto de esta alojar dois fetos. 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

DG | Workshop

Para a semana vou a este Workshop. Existem vários pelos país, com diferentes temas e no fim dão sempre algum miminho para trazermos para casa. Podem consultar todas as informações aqui. Depois conto-vos como correu!


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

DG | A primeira ecografia

Na primeira consulta que tive com a Obstetra, no dia 5 de Novembro, ainda levava comigo aquela sensação de "será que estou mesmo grávida?". Ao mesmo tempo, sabia e sentia que algo se passava pois tinha tido dores no fundo da barriga (desta vez mais fortes), tinha tido um desmaio (resultado da tensão baixa mais levantar repentinamente da cama a meio da noite) e as calças de ganga começavam a incomodar.
A médica examinou-me e depois pediu para que me deitasse pois íamos fazer a ecografia. A emoção e a ansiedade que precedem este momento é sempre muita. Mas na primeira foi ainda mais arrebatador, nunca tinha visto o bebé. A necessidade de ver e ouvir é enorme. É a confirmação de que tudo está bem e podemos respirar de alívio.
O início da ecografia foi longo (pelo menos assim me pareceu!). A médica viu e reviu. E depois de alguns minutos só me disse com um sorriso tímido: "São dois!". Naquele momento, o mundo à minha volta parou. As lágrimas correram pela cara convulsivamente, o coração acelerou e respirar tornou-se difícil. Olhei para o monitor e lá estavam os dois seres. Minúsculos. Cada um no seu saquinho. Não parei de chorar. Já quase nem via com tanta lágrima. Ouvi os corações. Batiam rápido. Muito rápido. Foi, sem dúvida, o som mais bonito que já ouvi na minha vida. A médica tentou acalmar-me com um "vai ter que digerir". Eu sei.
Levantei-me, vesti-me (com dificuldade) e proferi algumas palavras, as  quais não me lembro. Saí. Lá fora, chovia. Um chuva miudinha, daquela que não se sente mas que molha. Caminhei até ao carro e parecia que os meus pés não tocavam no chão. Senti-me flutuar. Senti-me num sonho. Senti que só eu existia ali, naquele momento. Entrei no carro, olhei para a ecografia e chorei. Tinha dois seres dentro de mim. Dois. 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

DG | A descoberta

Depois de decidir engravidar, depois de começar a tentar, só resta esperar que o milagre aconteça. Não há um tempo de espera definido, acontece quando tem que acontecer e só mesmo se demorar muito tempo é que pode haver um problema. Não foi o caso. 
Tinha ciclos altamente irregulares portanto aquela velha expressão "do período está atrasado" no meu caso era difícil precisar. No entanto, no "final" do ciclo fazia um teste de gravidez (comprei uma data deles no ebay super baratos!) só para saber a quantas andava. Deu sempre negativo. Ficava  aquela sensação estranha de perda, sem esta existir efetivamente. 
Nos primeiros dias de Outubro fiz um teste que deu negativo. Dali a uma semana fiz outro. Tinha dores no fundo da barriga, daquelas que avisam que o período está para vir e lembro-me de pensar "ok, mais um mês de treinos mas que venha de lá ele então!". Mas ele não veio. Dias depois fiz outro teste que deu negativo. Ora o período não vinha mas o positivo também não. Não pensei muito no assunto, até porque estava a começar uma formação e tinha muito com que me ocupar. 
Numa sexta-feira de manhã, dia 11 de Outubro, ia eu a conduzir para a dita formação quando na rádio passa "É isso aí" do Seu Jorge com a Ana Carolina. Eu, de imediato, começo a chorar copiosamente. Não conseguia parar. A música entrava em mim com uma força, uma intensidade tal que eu só conseguia chorar (e soluçar!). Já disse que ia a conduzir, certo? Imaginem a cara dos outros condutores quando passavam por mim! No fim da música, recompus-me e disse a mim mesma "Mas o que é que se passa contigo??". Não respondi mas tive um pressentimento de onde vinha toda aquela sensibilidade. No fim da formação cheguei a casa e a primeira coisa que fiz foi mais um teste. Pousei e fui aquecer a comida. Voltei. Positivo! Fiquei estática. Esperava por aquele momento mas quando ele chegou, bateu forte e não tive reacção. Foi estranho. Fiz outro teste mas da Clearblue. Positivo outra vez. É mesmo real. Andei pela casa, arfei e tremi. Acalmei e fui almoçar. 


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

DG | Uma pequena decisão, uma grande mudança

A vida é demasiadamente curiosa, é impossível não nos sentirmos envolvidos por ela e acima de tudo, reconhecermos que a expressão "life is a rollercoaster" serve que nem uma luva. 
Quando comecei o ano de 2013, tinha imensos objetivos, metas, sonhos mas em nenhum momento me passou pela cabeça que esse seria um ano de mudança. Claro que a conversa sobre os filhos já tinha surgido mas sempre com a ressalva que ainda não era o momento, que havia de sentir quando fosse, etc., etc. Agora o que leva as pessoas a  parar de racionalizar tudo e tomar uma decisão? Pois não sei mas a verdade é que um dia assim do nada, sentados no sofá dissemos "Vamos ter um filho" e em uníssono confirmamos "Vamos". E pronto, em segundos uma pequena decisão foi tomada. Continuamos os mesmos mas com uma perspectiva de futuro diferente.
Depois disso foi tratar de ver se estava tudo bem, exames e afins. Ao fim de nem um mês, tinha luz verde para avançar com o projeto. Sem pressas, quem esperou anos, agora não tem pressa. Em Maio, um mês que por si só já estava impregnado de significado, tomamos uma pequena grande decisão. Sem darmos por isso, deixamos a vida tomar conta de nós e ela levou-nos a dar uma volta numa das suas montanhas-russas mais alucinantes...a maternidade!
É incrível como uma decisão se pode tomar em segundos, no entanto, por vezes, demoramos anos. Olho para trás e penso "porque esperei até agora?". Não sei. Talvez outros sonhos tenham falado mais alto e a esperança de que algumas coisas ainda tinham que acontecer antes. 
Lá está, não vale a  pena racionalizar algo que está mergulhado de emoção e sentimento. 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Uma noite no hospital, um fim de semana na cama

Para quem já me segue há algum tempo, conhece as fragilidades do meu sistema respiratório. No ano passado, mais ou menos por esta altura, estava eu a correr para a pneumologista com mais uma das minhas crises de bronquite, tosse, falta de ar. É sempre o bom e o bonito. 
Ora, como na gravidez não se pode tomar quase nada para coisa nenhuma (o paracetamol passou a ser o meu maior amigo - meu e de todas as grávidas!), lá fui eu severamente atacada pela tosse, que em poucas horas me provocou falta de ar e ao fim de um dia, já nem me mexia com as dores (costas, barriga, cabeça e peito). Fui às Urgências e como estava um verdadeiro temporal, apesar de estar pouca gente, aquilo andava devagar porque a luz ia a abaixo, não havia sistema, um problema! Mas fui atendida, claro! Sem muito que pudessem fazer por mim, passei a madrugada a fazer nebulizações e paracetamol. Fiquei melhorzita mas sabia que ainda havia muita água para correr debaixo daquela ponte. Depois de consultar a obstetra de emergência, esta garantiu-me que estava tudo bem com os pequenos e que "apenas" sentiam um solavancos quando tossia porque contraía os músculos - o que me deixou bem mais descansada! 
O fim de semana foi passado literalmente de molho com tosse, dores por todo o lado, espirros, febre (relativamente baixa) e nariz congestionado. Lá continuo com o paracetamol e bisolvon (que também não faz mal aos bebés, garantiu-me mais que uma médica). 
As mezinhas caseiras voltaram a ter toda uma força e é como se tivesse voltado ao tempo das minhas avós: xarope de cenoura com mel, chá de limão, vapores na casa de banho, entre outros. 
Hoje já me sinto melhor mas isto vai como o caracol...lentamente mas com esperança de alcançar a meta, entenda-se, ficar boa! Como o tempo não ajuda, tenciono ficar de molho ainda uns bons dias. 

Beijinhos coloridos

Nota: A minha pele passou todo o fim de semana arrepiada, como podem ver na foto.